
Em parte, o grande Fernando Pessoa tinha razão. Refiro-me ao carácter depreciativo e utilitário que atribui ao coração. Porquê? Então, o coração não serve mesmo só p'ra bombear o sangue? Sentir, sentir, sentimos com o estômago, não é...?
Senão vejamos, sempre que penso em ti, seja por que razão for, acontecem-me duas coisas: sorrio e sinto um rebuliço interminável no estômago. Não consigo caracterizá-lo, mas sei que sinto o estômago apertado e esmagado e contorcido e tudo mais.
Eu acho que isso é uma forma de amor; um despertar de sensações inexplicável que nos invade por razões tão simples com um "Pensei em ti.". Essa é umas das razões que me faz pensar num futuro contigo, ainda que com algum (inevitável) - que tu tão bem conheces - do que possa acontecer amanhã.
E, vendo bem, se calhar isso também pode ser uma forma de amor, não é? Amar uma pessoa também passa pelo medo de perdê-la; damos por nós tão maravilhados com a essência de alguém que nos questionamos sobre o direito de, de uma certa maneira, tê-la como nossa: "Se calhar merecias alguém melhor...". São pensamentos legítimos, só provam a consciência de que se possui um tesouro.
Já perdi a conta ao número de vezes que disse isto, mas a verdade é que continua tudo na mesma: continuo sem encontrar palavras capazes de descrever, na verdadeira essência, aquilo que significas para mim, por isso, continuo a contentar-me com a que os comuns mortais se contentam: amo-te.
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