terça-feira, 19 de julho de 2011

"I love you, I miss you and I forgive you."
Só quero que passe e acabe rápido, para poder começar de novo.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

The Hangover

"Se não vale a pena chorar, engolem-se as lágrimas."

Se até hoje restava uma esperança mínima e inconsciente, morreu.

Numa palavra: acabou.

domingo, 10 de julho de 2011

O prometido, Seether, Fake It

Who's to know if your soul will fade at all
The one you sold to fool the world
You lost your self-esteem along the way
Yeah

Good God you're coming up with reasons
Good God you're dragging it out
Good God it's the changing of the seasons
I feel so raped
So follow me down

And just fake it if you're out of direction
Fake it if you don't belong here
Fake it if you feel like a infection
Woah you're such a fucking hypocrite

And you should know that the lies won't hide your flaws
No sense in hiding all of yours
You gave up on your dreams along the way
Yeah

Good God you're coming up with reasons
Good God you're dragging it out
Good God it's the changing of the seasons
I feel so raped
So follow me down

And just fake it if you're out of direction
Fake it if you don't belong here
Fake it if you feel like a infection
Woah you're such a fucking hypocrite

Whoah whoah

I can fake with the best of anyone
I can fake with the best of 'em all
I can fake with the best of anyone
I can fake it all

Who's to know if your soul will fade at all
The one you sold to fool the world
You lost your self-esteem along the way
Yeah

Good God you're coming up with reasons
Good God you're dragging it out
Good God it's the changing of the seasons
I feel so raped
So follow me down

And just fake it if you're out of direction
Fake it if you don't belong here
Fake it if you feel like a infection
Woah you're such a fucking hypocrite

Fake it if you're out of direction
Fake it if you don't belong here
Fake it if you feel like a infection
Woah you're such a fucking hypocrite

sexta-feira, 8 de julho de 2011

F.M.R.A. s2

Em parte, o grande Fernando Pessoa tinha razão. Refiro-me ao carácter depreciativo e utilitário que atribui ao coração. Porquê? Então, o coração não serve mesmo só p'ra bombear o sangue? Sentir, sentir, sentimos com o estômago, não é...?

Senão vejamos, sempre que penso em ti, seja por que razão for, acontecem-me duas coisas: sorrio e sinto um rebuliço interminável no estômago. Não consigo caracterizá-lo, mas sei que sinto o estômago apertado e esmagado e contorcido e tudo mais.

Eu acho que isso é uma forma de amor; um despertar de sensações inexplicável que nos invade por razões tão simples com um "Pensei em ti.". Essa é umas das razões que me faz pensar num futuro contigo, ainda que com algum (inevitável) - que tu tão bem conheces - do que possa acontecer amanhã.

E, vendo bem, se calhar isso também pode ser uma forma de amor, não é? Amar uma pessoa também passa pelo medo de perdê-la; damos por nós tão maravilhados com a essência de alguém que nos questionamos sobre o direito de, de uma certa maneira, tê-la como nossa: "Se calhar merecias alguém melhor...". São pensamentos legítimos, só provam a consciência de que se possui um tesouro.

Já perdi a conta ao número de vezes que disse isto, mas a verdade é que continua tudo na mesma: continuo sem encontrar palavras capazes de descrever, na verdadeira essência, aquilo que significas para mim, por isso, continuo a contentar-me com a que os comuns mortais se contentam: amo-te.

Fake it ~ Seehter

Finally I got it! It was about time, hun?
I've finally realized what happened to you.
You've created a supernatural perfection you feed with tiny little lies. That's why you're incapable to see what is going on around you. In the end of the day you see nothing else but yourself.

I wonder when are you going to visit me here, in the real world. Oh, silly me... I meant that I wonder IF you will EVER visit me in the real world.

I just never thought that I could be this wrong about someone.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ensaio sobre a Cegueira

"Nosso sargento, já viu aquilo, exclamou um dos soldados, até parece que ela tem olhos, Os cegos aprendem depressa a orientar-se, explicou, convicto, o sargento."

"Devagar, o marido e o primeiro cego iam andando na direcção da porta, paravam para recolher, de uma lado e do outro, o que cada um tinha para entregar, alguns protestavam que estavam a ser vergonhosamente roubados, e era uma pura verdade, outros desfaziam-se do que possuíam com uma espécie de indiferença, como se pensassem que, vistas bem as coisas, não há nada no mundo que em sentido absoluto nos pertença, outra não menos transparente verdade."

"E quando é que é necessário matar, perguntou a si mesma enquanto ia na direcção do átrio, e a si mesma respondeu, Quando já está morto o que ainda é vivo. Abanou a cabeça, pensou, E isto que quer dizer, palavras, palavras, nada mais."

"Estou aqui, disse ela, e foi para ele, e abraçou-o, sem reparar que o manchava de sangue, ou reparando, não tinha importância, até hoje têm partilhado tudo."

"Que se saiba só têm uma pistola, e os cartuchos não vão durar-lhes para sempre, Com os que têm morrerão alguns de nós, Outros já morreram por menos, Não estou disposto a perder a vida para que os mais fiquem cá a gozar, Também estarás disposto a não comer se alguém vier a perder a vida para que tu comas, perguntou sarcástico o velho da venda preta, e o outro não respondeu."

"Que fazemos, Vamos lá, tornou a dizer o velho da venda preta, vamos ao que estava decidido, ou é isso, ou ficamos condenados a uma morte lenta, Alguns morrerão mais depressa se formos, disse o primeiro cego, Quem vai morrer, já está morto e não o sabe, Que temos de morrer, sabemo-lo desde que nascemos, Por isso, de uma certa maneira, é como se já tivéssemos nascido mortos, Deixem-se de conversas inúteis, disse a rapariga dos óculos escuros, eu sozinha não posso lá ir, mas se agora começamos a dar o dito por não dito, então deito-me na cama e deixo-me morrer, Só morrerá quem tiver os dias contados, ninguém mais (...)"

"As mulheres ressuscitam umas nas outras, as honradas ressuscitam nas putas, as putas ressuscitam nas honradas, disse a rapariga dos óculos escuros."

"Assim como o hábito não faz o monge, também o ceptro não faz o rei, esta é uma verdade que convém não esquecer."

"(...) está visto que aqui já ninguém se pode salvar, a cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança."

"(...) não tardaríamos a perceber que nós, os cegos, por assim dizer, não temos praticamente nada a que possamos chamar nosso, a não ser o que levamos no corpo (...)"

"E as pessoas, como vão, perguntou a rapariga dos óculos escuros, Vão como fantasmas, ser fantasma deve ser isto, ter a certeza de que a vida existe, porque quatro sentidos o dizem, e não a poder ver (...)"

"Não, essa já se acabou, respondeu a velha com um súbita expressão de desconfiança nos olhos cegos, modo de dizer que que nestas situações sempre ocorre empregar, mas que em verdade nada tem de rigoroso, porque os olhos, os olhos propriamente ditos, não têm qualquer expressão, nem mesmo quando foram arrancados, são dois berlindes que estão para ali inertes, as pálpebras, as pestanas, e a sobrancelhas também, é que têm de encarregar-se das diversas eloquências e retóricas visuais, porém a fama têm-na os olhos (...)"

"(...) como a vida é frágil, se a abandonam."

"Não havendo testemunhas, e se as houve não consta que tenham sido chamadas a estes autos para nos relatarem o que se passou, é compreensível que alguém pergunte como foi possível saber que estas coisas sucederam assim e não doutra maneira, a resposta a dar é a de que todos os relatos são como os da criação do mundo, ninguém lá esteve, ninguém assistiu, mas toda a gente sabe o que aconteceu."