sábado, 28 de maio de 2011

P'ra mim não tem ciência nenhuma: cada um na sua e eu na minha com a minha palavra, que não tenho por hábito esquecer apenas "porque sim".
Não vou voltar atrás e pronto.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Oh Nini, eu não sou raçada de cusca, muito menos de chiba, mas também não sou cega!"
Gargalhada fofinha e abraço. s2
Ano de escolaridade 12.º ano
Data 26 de Maio de 2011

OBJECTO DE AVALIAÇÃO
O teste intermédio de Matemática A tem por referência o Programa da disciplina em vigor.
Os temas/conteúdos que constituem o objecto de avaliação e os seus pesos relativos são os que a seguir se discriminam:
− Probabilidades e Combinatória: 20%;
− Funções (incluindo funções trigonométricas): 65%;
− Complexos (Operações com números complexos na forma algébrica, representação geométrica e representação trigonométrica de um número complexo): 15%.

CARACTERIZAÇÃO DO TESTE
O teste é constituído por itens de selecção (escolha múltipla), com a cotação total de 50 pontos, e por itens de construção, com a cotação total de 150 pontos.
O teste pode incluir uma demonstração, uma composição e um item que obriga à utilização das
capacidades gráficas da calculadora.
O teste inclui o formulário que constará da prova de exame nacional.
O teste apresenta duas versões.
Os alunos não respondem no enunciado do teste. As respostas são registadas em folha própria do estabelecimento de ensino em que é realizado o teste.

MATERIAL
Os alunos apenas podem usar, como material de escrita, caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.
Os alunos devem ser portadores de calculadora gráfica.
Não é permitido o uso de corrector.

DURAÇÃO
O teste intermédio tem a duração de 90 minutos, não podendo a sua aplicação ultrapassar este limite de tempo.

domingo, 22 de maio de 2011

Não sei como começar.
Não sei o que fazer.
Não sei como falar.
Não sei e não consigo, mas sei que tenho que fazer alguma coisa.

sábado, 21 de maio de 2011

Não posso nem vou ficar sentada a ver o espectáculo.

domingo, 15 de maio de 2011

MdC

De génio, diria eu.

De certo que, quando for, irei mais feliz por ter lido um livro da autoria do Prémio Nobel da Literatura português. Espero ter coragem para somar outros à contagem.

Memorial do Convento IV

"...talvez por terem nos nomes a mesma primeira letra, não é raro juntarem-se as pessoas por acasos desses, quem sabes se não foi por esta precisa razão que se uniram algumas que conhecemos, como Blimunda e Baltasar, que, diga-se a propósito, falamos de Baltasar, é boieiro de uma das juntas que vão puxando S. João de Deus, único santo português da confraria desembarcada da Itália em Santo António do Tojal e que vai, como quase tudo de que se fala nesta história, a caminho de Mafra."

"Não é Oriana em seu traje de corte que se está despedindo de Amadis, nem Romeu que, descendo, colhe o debruçado beijo de Julieta, é somente Baltasar que vai ao Monte Junto remediar os estragos do tempo, não é mais que Blimunda impossivelmente tentando que o tempo pare. Com as suas vestes escuras, são duas sombras inquietas, mal se separam, logo se aproximam, não sei que adivinham estes, que outros casos se preparam, por ventura será tudo obra da imaginação, fruto da hora e do lugar, de sabermos que o bem não dura muito, não demos por ele quando veio, não o vimos quando esteve, damos-lhe pela falta quando partiu..."

"Grita outra vez, Baltasar, agora por força a ouvirá ele, não há montes de permeio, apenas uns covões, se pudesse parar ouviria certamente o grito dele, Blimunda, está tão certa de tê-lo ouvido que sorri, com as costas da não enxuga o suor ou as lágrimas, ou talvez esteja a dar um jeito aos cabelos, ou a limpar a cara suja, é um gesto de tão vário sentido."

"Então Blimunda disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda."

Memorial do Convento III

"...Deve-se a construção do convento de Mafra a D. João V, por um voto que fez se lhe nascesse um filho, vão aqui seiscentos homens que não fizeram filho nenhum à rainha e eles é que pagam o voto, que se lixam..."


"Se um dia chegarmos a decifrar estas malhas cruzadas, endireitaremos o fio da vida e atingiremos a sabedoria suprema, se na existência de tal coisa insistimos em acreditar."

"... Minha filha e futura rainha, não retires ao tempo que deve ser de oração o tempo de vãos pensamentos, tais são esses, a real vontade de teu pai e senhor nosso quis que se levantasse o convento, a mesma real vontade quer que vás para Espanha e o convento não vejas, só a vontade de el-rei prevalece, o resto é nada, Então é nada esta infanta que eu sou, nada os homens que vão além, nada este coche que nos leva, nada aquele oficial que ali vai à chuva e olha para mim, nada, Assim é, minha filha, e quanto mais se for prolongando a tua vida, melhor verás que o mundo é como uma grande sombra que vai passando para dentro do nosso coração, por isso o mundo se torna tão vazio e o coração não resiste, oh, minha mãe, que é nascer,

Nascer é morrer, Maria Bárbara."

Memorial do Convento II

"Terminou a lição, desfez-se a companhia, rei para um lado, rainha para outro, infanta não sei para onde, todos observando precedências e preceitos, cometendo plurais vénias, enfim, afastou-se a restolhada dos guarda-infantes e dos calções de fitas..."

"...Fica o silêncio depois da música e depois do sermão, que importa que se louve o sermão e se aplauda a música, talvez só o silêncio exista verdadeiramente."

"Há aqui mais quem esteja dormindo, por essa razão não poderia falar, mas, se acordado estivesse talvez não lho consentissem, porque só tem doze anos, pode a verdade estar na boca das crianças, mas para a dizerem têm de crescer primeiro, e então passam a mentir..."

"...este ajuntamento enorme de telheiros e casas de muitos e variados tamanhos, é coisa que só vendo ao perto de acredita, quando há três dias sobrevoou Baltasar Sete-Sóis este lugar, levava tão agitada a alma que lhe pareceu ilusão dos sentidos o casario e arruamentos, e pouco maior que capela a principiada fábrica da basílica. Se Deus, que lá do alto vê tudo, vê tudo assim tão mal, então mais lhe valia andar cá pelo mundo, por seu próprio e divino pé, escusavam-se intermediários e recados que nunca são de fiar..."

"...carpinteiros sentam-se com carpinteiros, pedreiros com pedreiros, cabouqueiros com cabouqueiros, e a arraia-miúda da serventia acomoda-se lá à ponta, cada qual com seu igual, ainda bem que Baltasar pode ir comer a casa, com quem haveria ele de falar, se de carros de mão ainda nada sabe e de aviões é o único a saber."

Memorial do Convento I

"...voar é uma coisa simples comparando com Blimunda."

"Porque, enfim, podemos fugir de tudo, não de nós próprios."

"...porque este é dia de ver, não de olhar, que esse pouco é o que fazem os que, olhos tendo, são outra qualidade de cegos."

"Com os calcanhares, o padre Bartolomeu Lourenço tocou para diante a mula, experiente animal que nem com a artilharia se assustara, é o que faz não ser de raça pura, estes já viram muito, a mestiçagem tornou-os pouco espantadiços, que é a maneira melhor de viverem neste mundo as bestas e os homens."

"...condene-me Deus se não declarar que melhor vestem as bestas do que os homens que as vêem passar, e isto é sendo o Corpo de Deus, trouxe cada um no seu próprio corpo o que de melhor tinha em casa, a roupinha de ver ao Senhor, que tendo-nos feito nus só vestidos nos admite à sua presença, vá lá a gente entender este deus ou religião que lhe fizeram..."

"...Ah, gente pecadora, homens e mulheres que em danação teimais viver essas vossas transitórias vidas, fornicando, comendo, bebendo mais que a conta, faltando aos sacramentos e ao dízimo, que do inferno ousais falar com descaro e sem pavor, vós homens que podendo ser apalpais o rabo às mulheres na igreja, vós mulheres, que só por derradeira vergonha não apalpais na igreja as partes aos homens..."

domingo, 8 de maio de 2011

Isto está a passar rápido, está a passar demasiado rápido.
Assim não consigo orientar tudo, pá. :\

terça-feira, 3 de maio de 2011

Eu cá não percebo nada...